02 março 2017

A sociopatia como o modelo idealizado de sucesso!?

 
"I prepare for the noble war. I'm calm; I know the secret. I know what's coming, and I know no one can stop me, including myself. I kill people I like. Some of them beg for their life. I don't feel sad. I don't feel anything. It's a filthy world we live in. It's a filthy goddamn helpless world, and honestly, I feel like I am helping to take them away from the shit and the piss and the vomit that run through the street. I am helping to take them somewhere clean and kind. The world is a filthy place; It's a filthy goddamn horror show. There's so much pain, you know? There's so much... There is something about all that blood; I drown in it. The Indians believed that blood holds all the bad spirits, and once a month in ceremonies they would cut themselves to let the spirits go free. Now, there is something smart about that, very smart. I like that. 
You think I'm crazy?"
(Tate to Ben Harmon, American Horror Story)

Oi. Nesse momento você deve estar se perguntando o quê raios quero dizer com esse título, mas logo chegarei ao ponto. Pode parecer chocante para uns, e piada para outros. Mas há uma coisa você deve concordar comigo. A configuração de nossa sociedade é não mais que baseada nisso. Poder. Poder para posse de bens, poder para liderança, poder para o aumento da eficiência, da produção, mas hoje, cá entre nós, a eficiência se tornou mera convenção social. Se é que em algum momento ela não há de ter sido. No próprio trabalho, em casa, na rua, e na sociedade, o famigerado sucesso surge das palavras "liderança", "decisão", "convicção"..

e sendo o poder uma noção demasiadamente solitária, nós somos, fomos, e incentivamos dia pós dia a loucura. Até porque, o que seria a sociopatia, senão um modelo idealizado do sucesso?


A consequência de tal fato é tão grande quanto desastrosa, pois é aí que a empatia é banalizada a uma mera fraqueza. Afinal, quem se importa com o outro? O que importa é que nossos desejos sejam atendidos, e nada mais. A capacidade de reconhecer o próximo se anula, fazendo do mundo um circo onde encontramos os mais diversos espelhos, que nos distorcem e nos deixam mais altos. Pois os outros só servem de fato para constatação de nossa própria grandeza. Para afirmar em alto e bom tom que somos muito maiores, melhores e mais interessantes.



O próprio ser humano muitas vezes se leva a loucura.

Eu?
Eu continuo rindo, chorando, vendo os outros se gabarem do sucesso que não tenho, e enquanto cumprem os próprios objetivos em se tornarem robôs, eu continuo a cumprir o meu em continuar sendo humana em meio as máquinas.

E você?




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